terça-feira, 25 de agosto de 2009

A poesia que nunca escrevi

A ideia esperada a tanto
surge enfim
enquanto meus olhos avistam
no horizonte a lua cheia
e eu caminho na rua meio iluminada
e deserta.
Cabeça aberta, olhos sonhadores
e medo inexistente.
Porém mal sabia eu
que minhas idéias eram espreitadas.
O vislumbre pela força mágica
das palavras em mente
cegavam o mundo externo,
o qual só se fazia presente
pela interpretação que ganhava em mim.
Não fantasiado ou uma surrealidade,
mas uma vontade de existir de outra forma.
Sonhos em realização eram acoplados
ao mundo que nunca os suportariam.
E dessa forma o mundo que eu via só existia em mim.
enquanto para os outros nada de especial acontecia.
eu descobria que o mundo que sempre sonhei
poderia sim, existir.
E eu vivia por instantes nele.
É preciso retornar ao mundo dos loucos,
nem por isso abandonarei a sanidade do sonho.

Mariana Bizinotto – 20/07/2009

2 comentários:

rejane.marques disse...

Oi, bunitinha!! Saudades de você!!!!
Parabéns! continue escrevendo sobre a sanidade dos sonhos.. loucos??? São os outros! adooro ser excêntrica!!!!
Bjinhos!

Mariana Bizinotto disse...

adoro escrever sobre isso!
bjão
e obigada pela visita!